Ambicionamos aqui estimular ainda mais o debate acerca da relação entre a Medicina e as indústrias de medicamentos e tecnologias, e da forma como tem colocado em risco a credibilidade da Medicina Baseada em Evidências. Que consigamos viabilizar um espaço de diálogo altamente saudável, científico e construtivo.
quarta-feira, agosto 31, 2022
Ministério da Saúde quer obrigar farmacêuticas a divulgar benefícios a médicos que superarem R$ 20 mil
Ministério da Saúde quer obrigar farmacêuticas a divulgar benefícios a médicos que superarem R$ 20 mil o Globo
O Ministério da Saúde (MS) prepara a criação de uma espécie de portal da transparência para que empresas farmacêuticas divulguem pagamentos e benefícios superiores a R$ 20 mil para médicos e associações. O objetivo é dar maior publicidade na relação entre profissionais da área e fabricantes, expondo aos pacientes eventuais conflitos de interesse na prescrição de produtos. A proposta da Saúde é que o novo mecanismo seja criado por meio de uma medida provisória (MP), cuja minuta está em análise pelo Palácio do Planalto.
sábado, julho 09, 2022
quinta-feira, fevereiro 10, 2022
Destaques 2021 e um resgate merecido de 2017 sobre a relação entre médicos e farmacêuticas
JAMA Conflict of Interest Theme Issue
Em Association Between Academic Medical Center Pharmaceutical Detailing Policies and Physician Prescribing, analisaram estruturas acadêmicas.
Já, de 2021, destacamos Medical Device Firm Payments to Physicians Exceed What Drug Companies Pay Physicians, Target Surgical Specialists. O pessoal do Lown Institute abordou o estudo aqui.
Outro material interessante é de U4 Anti-Corruption Resource Centre, pois traz uma perspectiva global da regulação e A Ray of Sunshine: Transparency in Physician-Industry Relationships Is Not Enough.Sobre o frágil arcabouço científico do ecossistema científico nutricional e explicações, ainda assim, desnecessárias.
Por vezes, ficamos girando, girando, girando, e girando na discussão entre o momento em que necessariamente deveria ser exigido um ECR e quando servem as coortes, os observacionais.
Há um desafio muito interessante nesse complexo cenário: como discriminar, sem lastros de censuras, verdadeiros mercadores da dúvida de quem tenta escrutinar "empacotadores" desta discussão, como nutricionistas que sugerem conhecer abordagem que somente funciona com a receita e o ritual deles, ignorando gostos, preferências e eventual opção de assumir riscos de forma a ser ainda considerada racional?
Quanto ao frágil arcabouço científico do ecossistema científico nutricional, parece-me questão em vias de superação. Apenas o meio médico largou na frente, muito por facilitadores financeiros para produção de ECR's. Mas é evidente e de causar orgulho o avanço da última década da pesquisa quantitativa em áreas como nutrição, fisioterapia e educação física.
