Estamos entrando em uma nova era na discussão sobre conflitos de interesse na saúde.
Se antes os holofotes estavam voltados quase exclusivamente para os médicos, hoje é urgente que também iluminem influencers de todas as profissões e o jornalismo em geral.
Os desafios, que já eram grandes, tornaram-se ainda mais complexos. Houve um tempo em que o jornalismo desempenhava um papel fundamental na fiscalização das práticas médicas e da indústria da saúde. Hoje, tudo indica que essa função vai se enfraquecer — e surge a inquietante pergunta: quem irá fiscalizar os próprios jornalistas e influenciadores, quando esses também passam a ter interesses cruzados?
A credibilidade da informação em saúde está em jogo. E talvez estejamos apenas começando a experimentar o tamanho do problema.