terça-feira, abril 15, 2014

Transgressão é evolução, tradição é estagnação

Foi com esta frase que Luis Cláudio Correia concluiu sua apresentação no I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente ISMP Brasil - Ouro Preto.


Mais sobre o tema, leia Luis no Blog Medicina Baseada em Evidências. Muito do conteúdo apresentado no evento encontra-se na postagem "Papai Noel precisa de check-up antes do Natal?".

Tamiflu: bilhões pelo ralo?

“O Tamiflu um remédio ruim. Tem eficácia pequena, e o beneficio aos pacientes discreto.”

A frase acima do infectologista Esper Kalls, professor da Faculdade de Medicina da USP. Foi publicada em uma entrevista que fiz com ele em 2012, quando houve um aumento de casos da gripe A e uma corrida em busca do medicamento Tamiflu.

Quase dois anos depois, o mundo foi surpreendido na semana passada com o resultado de uma reviso de estudos da Cochrane (rede de cientistas independentes que investigam a efetividade de medicamentos) apontando que o Tamiflu no mais eficiente do que o analgésico paracetamol.




domingo, abril 06, 2014

Provocação


Uma provocação como tentativa de estimular debate: Se existem médicos mal-intencionados, a maioria não é. Muitos percebem-se em maus lençóis, envolvidos em conflitos interesse, por entrarem sem a atenção devida em terreno movediço. Igualmente, muitos profissionais da indústria farmacêutica representam também pessoas boas, tentando fazer coisas boas, e, não infrequentemente, tomam caminhos errados, como qualquer pessoa. Mesmo quando a indústria avança um pouco demais, acho que na maioria das vezes ainda o fazem respeitando limites do bom negócio, e o questionável vem de uma interação complexa conosco, médicos, mais recentemente enfermeiros e outros profissionais da saúde. E, neste cenário, fosse possível apontar um culpado, quem de fato costuma pecar são os profissionais da saúde. Se muito disto ocorre inconscientemente (ao menos no início), tornando difícil, e eventualmente injusto, atribuir dolo, é óbvio também que fizemos quase qualquer coisa por promoção e destaque. Pude ver isto quando fiz congressos médicos. Colegas só não plantaram bananeira para palestrar nos eventos porque não considerei pedir. Fazem todo tipo de esforço pata atingir esta meta, isto resta evidente, assim como racionalizam e encontram explicações para não se envolver muito sem “brilhar”. Os conflitos de interesse não financeiros na Saúde são, muito provavelmente, tão ou mais importantes...

sexta-feira, abril 04, 2014

A principio era os plágios, agora também ‘papers’ automáticos falsos

O spamming ingressou no seio da ciência. Como diz o artigo da Nature, dá no mesmo que os papers sejam submetidos a um mundo controlado (publishers e revistas de prestigio e com sistemas de revisão por pares) ou que sejam enviados a ambientes mais ou menos controlados, ou abertamente não controlados (páginas web, repositórios, etc.), como é o mundo Google. Não existem meios infalíveis que possam impedir que se produza a fraude, e como diz Emilio Delgado López-Cózar (2007) a respeito do peer-review como sistema de avaliação da fraude:

"não existem meios infalíveis que possam impedir que a fraude seja produzida, nem a publicação por si só é um selo que garante a confiabilidade e validez de uma pesquisa, nem o sistema de avaliação por especialistas é capaz de detecta-la e neutraliza-la. Basicamente por duas razões. Em primeiro lugar, porque o edifício científico se assenta sobre um pilar axiomático que é falsificável: se baseia na boa vontade dos cientistas; … mas se um cientista quiser mentir, mentirá. … Em segundo lugar, porque o sistema de alerta que a ciência emprega para contrastar a verossimilhança e a veracidade de um descobrimento se aplica em muitos poucos casos… é impraticável dado o volume atual que a ciência adquiriu".

No mundo da informática estamos acostumados aos vírus, troyan, hackers, phishing, spamming, etc., e para isso são instalados firewalls, antivírus, blacklists, senhas, e toda sorte de sistemas de segurança informática. LEIA MAIS AQUI
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